Sou menos interessante quando tento.
Encontram-me no meu melhor quando não penso. Assim que a mente se decide a produzir, os resultados são na sua maioria aborrecidos, entediantes.
Não sei qual é "o meu teatro". Sou uma expatriada intelectual, sem identidade teatral. Mas carrego a minha herança, por mais frívola e superfícial que possa parecer.
A frustração de nunca estar satisfeita é uma velha amiga.
Agora deixando a literatura pseudo-poética existencialista, o trabalho do resto da Trupe diverte-me e sinto que mostro um lado menos bom. Gelo quando me dão tanta liberdade, que nem me encontro. Perco-me no que acho que deveria fazer e não faço o que se calhar me apetecia. Sou uma actriz, ou sou um rato?
Concretamente: what the fuck was that?
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baby I love you
ResponderEliminarÉ importante essa questão do gelo na liberdade. Tenho uma história:
Qdo fui trabalhar p o Trindade caí ali de pára-quedas. Vinha do teatro universitário e não tinha escola, era um puto. Estava acagaçado, pouco à vontade, inibido, estava no meio de gente com bem mais hábito no trabalho. Ao fim dos 9 meses q lá estive a fazer 2 espectáculos c a mesma equipa de actores, como um processo só, comecei a ouvir: eh pá, a tua personagem está a evoluir bué. Só para o fim consegui libertar o eu-q canta-na-banheira, sabes?
Passado um ano fui lá fazer outro espectáculo, mas como figurante. Já lá tinha estado 9 meses a trabalhar, sentia-me em casa. Os meus colegas até viam essa minha"aisance" com um olhar reprovador (os com menos experiência e mais pretensões), eu era um chato, "cocky". Curti bué senti-me muito mais livre e criador, com mais opções e com rasgo. Rasgo - este é um conceito sobre o que pensar.
Quem me dera ter esse espaço (mental), essa desinibição no primeiro trabalho q lá tinha feito. Agora tenho p mim sempre q começo um trabalho como actor q no arranque, a trabalhar (não é nas conversas!) tenho de estar em contacto, com a possibilidade de ir ao esse eu-que-canta-na-banheira. Depois há a inteligência e a experiência, o bom-gosto, ou a noção do contexto das propostas para balizar a pedra bruta q nós temos de gerir em trabalho, em vez da inibição e do bloqueio. Atira-te à banheira. É uma ordem. Bjs
A cima de tudo, há as expectativas exteriores a mim. Não sou nada madura no que respeita à gestão do que os outros esperam de mim, ou melhor, ainda é o que tem mais importância para mim. Sem dramas! Lido bem com o facto de eu não ser muito importante para mim-me.
ResponderEliminarAcho que uma das coisas que me fazem feliz é não desiludir os outros, porque me desiludo a mim assim que saio do sofá e me lembro que tenho roupa empilhada em cima da minha cama há um mês!
Não tenho pressa de impressionar, mas exijo de mim chegar "lá" depressa, como se fosse isso um dos critério de "talento". Também sei que é uma estupidez!
Uma ordem do Mestre é para ser cumprida. Lá vou eu banhar as peles.
And I love you too!