quarta-feira, 29 de abril de 2009

olhos nos olhos

Hoje foi particularmente estranho e interessante aquele momento de espera expectativa entre mim e a Sílvia. Interessante de ver tudo a mudar e a acontecer na cara dela. Algum prazer sádico ou de controle da minha parte. Pergunto-me se seria capaz de agir também assim c a Ana, com quem tenho menos familiaridade. Tive vontade de ir mais longe, de quebrar barreiras, mas depois pareceu-me que não havia patamar para isso, que estávamos demasiado em quotidiano. A energia para se trabalhar parece-me que está uns degraus mais acima. Onde haveria uma disponibilidade e um estado de alerta mais preparados para responder aos impulsos mais arrojados. Quebrar barreiras, precisamente. Agora, em trabalho, para mais tarde, com o resultado. Pois: - somos actores ou somos ratos?

1 comentário:

  1. Perturbou-me não a intensidade nem a profundidade do momento, mas a pergunta constante de: será pertinente para a cena? Como se poderá aproveitar esta energia? É interessante? Importa?

    Este lixo da mente corrói as possibilidades de acção, incomoda a imaginação, a criação e a espontaneidade, o desenvolvimento de algo. O actor para ser livre, tem que se libertar de convenções e da auto-censura (contra mim falo). Estas assimilam-se e esquecem-se, mas estão lá. Não podem é ter o papel principal no processo de criação.

    Nós somos ratos que pensam! Infestando tudo com conclusões, precipitações, julgamentos, críticas, presunções, preconceitos, egos... Produtos da mente!

    Ah! Onde está a verdadeira essência das coisas?

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